São Carlos: Engenheiros da USP lançam cápsula na estratosfera; veja fotos

Engenheiros da USP lançam cápsula na estratosfera; veja fotos - Objetivo é colher informações para projetos futuros; equipamento ainda não foi encontrado

    • EPTV
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    • Fernando Bertolini
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Uma cápsula desenvolvida por professores e alunos do curso de engenharia aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos foi lançada na estratosfera no início da manhã desta terça-feira (25), em uma fazenda próxima a estrada do Broa, em Itirapina. O objetivo é colher informações para ajudar em futuros projetos.

Veja galeria de fotos com os preparativos e o lançamento da cápsula

O dia ainda estava amanhecendo quando os preparativos começaram. O balão com a cápsula é feito com um plástico bem fino e delicado, cheio de gás hélio, menos pesado que o ar. Ele foi montado para levar o equipamento até uma altitude de 30 mil metros. “Dentro dela tem um pen drive que vai gravar todos os dados de interesse que serão usados posteriormente. São dados de altitude, pressão, temperatura”, explicou o estudante de engenharia aeronáutica José Carlito de Oliveira Filho.

A ideia é fazer com que a cápsula chegue até a estratosfera, terceira camada da atmosfera, onde fica a camada de ozônio e onde a temperatura chega a 50 graus abaixo de zero. Nessas condições, apenas aeronaves militares e espaciais conseguem voar.

Esses testes estão sendo feitos para desenvolver equipamentos e fazer com que os Vants, veículos não tripulados, alcancem essa mesma altura. “O objetivo é esse. Saber antes de equipar o Vant com equipamento, se ele vai funcionar nessas condições”, disse o professor de engenharia aeronáutica Paulo Greco.

Foram dois anos de pesquisa. A cápsula leva o nome de Mike Maunsell, uma homenagem a um dos fundadores do curso de engenharia aeronáutica da USP. Ele também participou do lançamento.

O céu limpo e sem vento colaborou para o vôo. Os pesquisadores fizeram o acompanhamento em tempo real. A expectativa é de que balão e cápsula fiquem suspensos por duas horas até o plástico estourar. O equipamento vai descer então de pára-quedas. “Tivemos alguns problemas no sensor de temperatura e pressão, mas estamos conseguindo pegar as coordenadas de latitude e longitude, altitude e aceleração da gravidade. A gente tem uma dispersão de que ele está indo para oeste”, disse o pesquisador Dawson Izola.

A cápsula também tem uma câmera e as imagens serão divulgas na EPTV e no EPTV.com. Quem achar o equipamento deve ligar para a redação (16-3363-6466). Até às 14h o equipamento ainda não foi encontrado.