Madrasta é suspeita provocar morte de enteada de 6 anos em Brodowski

Mulher retirou criança de hospital onde receberia tratamento para infecção aguda


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A dona de casa Eliane Aparecida dos Santos, de 21 anos, foi presa na noite de terça-feira (30), suspeita de maus-tratos e tortura contra a enteada, Lorena Aparecida Rosa, de 6 anos, morta há uma semana, em Brodowski. Segundo o Ministério Público, a dona de casa retirou a menina do hospital duas vezes, mesmo tendo sido alertada que a criança sofria com quadro de infecção grave e corria risco de morrer. O pai e uma tia da vítima também são investigados.

No dia 13 de julho, a menina foi atendida na Unidade Mista de Saúde da cidade e diagnosticada com apendicite aguda. A equipe médica solicitou a internação da garota no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mas Eliane dos Santos negou a transferência e levou a criança de volta para casa. Segundo o promotor Leonardo Leonel Romanelli, no dia 22, Lorena foi novamente levada pela madrasta à unidade de saúde, em estado ainda mais grave, mas novamente a mulher negou a internação solicitada pela equipe médica.

Eliane chegou a assinar um termo assumindo os riscos de retirar a enteada do posto de saúde e, além de se colocar como mãe da Lorena, ela informa estar ciente do diagnóstico de processo infeccioso agudo. A criança morreu seis horas depois, vítima de septicemia (infecção generalizada). O laudo do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) revelou que as alças intestinais da menina estavam necrosadas.

Para esclarecer o caso, o Ministério Público solicitou a exumação do corpo de Lorena e a realização de exames específicos. Segundo o promotor Romanelli, testemunhas relataram que a madrasta maltratava não apenas a garota, mas o irmão dela, de 8 anos, que já teve a guarda concedida a outra família.

Eliane foi transferida para a cadeia de Cajuru, onde cumprirá a prisão temporária por 30 dias. O pai de Lorena, João Rosa Junior, disse apenas desconhecer a acusação de que a mulher maltratava a garota. Ele também é investigado por suspeita de ser conivente com os atos da mulher. A tia da menina, que possuía a guarda legal de Lorena, também é investigada por omissão.

O promotor informou que apura também a conduta da unidade de saúde, de liberar a garota diante do quadro de saúde grave. O caso é investigado pela Polícia Civil em Brodowski.


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