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No Dia do Sertanejo, conheça como surgiu a música sertaneja no Brasil

Da música de raiz à introdução do violão e o crescimento do estilo universitário

03/05/2011 - 15:50

ViaEPTV.com - Natalia Clementin

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O sertanejo, homem de origem simples, nascido em terras de chão batido, em meio à natureza e animais, deixou para nós uma das maiores heranças que poderia ter: a música. O estilo musical sertanejo dominou o rádio, a TV, os eventos e shows por todo o Brasil. A música sertaneja nunca teve tanta evidência e crescimento.

Já foi-se o dia em que música sertaneja é um estilo musical que apenas seus pais ou avós gostam. Hoje, a música sertaneja ganhou vertentes, ganhou diversas duplas, cantores solos e também ganhou seguidores de todas as idades.

A popularização sempre existiu, mas não com tanta força. O sertanejo universitário está por todos os lados, os eventos sertanejos acontecem todos os fins de semana. Tudo isso começou por causa de um jornalista chamado Cornélio Pires, que trouxe para os grandes centros, em 1910, cantores de estilos sertanejos. Nas mãos, violas, sanfonas e gaitas.

Mais tarde, Mario de Andrade, por meio da Semana da Arte Moderna em 1922, divulgou pela 1ª vez um grupo sertanejo. A viola caipira estava presente misturando ritmos de lundu, cururu, moda de viola e catira.

Cornélio Pires deve ter ficado muito feliz. Tanto que em 1924, foi inspiração para o grupo “A Turma Caipira de Cornélio Pires”, formada por violeiros como Caçula e Sorocabinha, e alguns outros tão importantes da época. Este foi o primeiro registro de um grupo de música sertaneja.

Em 1929, Cornélio Pires desacreditado por uma gravadora, pagou por seu álbum, o 1º sertanejo, que em poucos dias esgotou nas lojas e fez as gravadores se interessarem pela música sertaneja.

Comercialização do sertanejo
A gravadora RCA-Victor foi a primeira a comercializar o sertanejo. Convidou o violeiro Mandy para montar um outro grupo intitulado “Turma Caipira da Victor”. No final da década de 20, surgiram as primeiras duplas como Mariano e Caçula, Zico e Ferrinho e Sorocabinha e Mandy. Todos eram violeiros das turmas do Cornélio e da Victor.

Alvarenga e Ranchinho, uma das mais importantes duplas sertanejas de todos os tempos, começaram sua carreira na década de 30 e levaram sua música a muitas outras duplas, que se formaram com o tempo.

O violão chegou até o sertanejo em 1939, através da dupla Raul Torres e Serrinha, que também criaram o primeiro programa de rádio dedicado a música sertaneja, o “Três Batutas do Sertão”. Assim, o movimento sertanejo que São Paulo-Minas Gerais passou a crescer em todo país.

A comercialização passou a ser maior a partir da década de 80, com a releitura de sucessos internacionais e da Jovem Guarda. As duplas sertanejas nasceram em grandes números, entre elas Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo. Em 1991, Zezé di Camargo e Luciano. Em 2000, Guilherme e Santiago, Edson e Hudson Bruno e Marrone, entre outros.

O novo sertanejo
A onda universitária abrangeu um público que antes não via a música sertaneja como opção. Com o ídolo teen da música sertaneja, Luan Santana, e duplas como Jorge & Mateus, Fernando e Sorocaba, entre outros, a música sertaneja ganhou uma cara mais jovem, recursos de estúdio e letras que falam mais de amor do que de situações do sertão.

Com isso, o sertanejo passou a ter duas vertentes: o universitário e o de raiz. Tonico & Tinoco, Alvarenga & Ranchinho, Pena Branca e Xavantinho, por exemplo, passaram a ser chamados de sertanejos de “músicas de raiz”. Outros chamam de “música caipira”. Já a nova geração, se encaixou no sertanejo universitário.

Para Vinícius, da dupla João Bosco e Vinícius, que toca no dia 5 em Ribeirão Preto, ser sertanejo é não ter vergonha de assumir as suas raízes. “Parabéns a todos os sertanejos do país. E todos que gosta da música sertaneja, porque sem o público não teria esse dia tão especial”, disse.

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