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Hospital de retaguarda é o único do estado em cuidados paliativos

Instituição abriga 22 pacientes e tem 139 pessoas na fila de espera

03/07/2011 - 19:00

ViaEPTV.com - Carolina Visotcky

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O Hospital de Retaguarda Francisco de Assis nasceu em 1978 como uma instituição que cuidava de crianças abandonadas e permaneceu com este tipo de atendimento até 1998, quando a forte atuação do conselho tutelar e varas de infância e juventude fizeram o trabalho não ser mais necessário. Em 20 anos, a instituição abrigou cerca de 1.730 crianças.

Com a necessidade de se manter em funcionamento, a entidade resolveu mudar o foco e após reuniões com profissionais de saúde, foi decidido que ela se voltaria aos cuidados paliativos para pacientes acamados, normalmente com doenças crônicas em fase intermediária e terminal.

Veja fotos do Hospital de Retaguarda Francisco de Assis

Atendimento

Atualmente o hospital tem capacidade para atender 45 pacientes, mas atende 22 por depender de doações e por isso, não pode receber mais acamados.

Segundo a gerente administrativa do local, Lucia Lucindo Zucolotto, o hospital é único voltado exclusivamente para os cuidados paliativos no estado de São Paulo e por isso a demanda é grande e vem de várias cidades, formando uma fila de espera de 139 pacientes.

Lucia esclarece que mesmo se tratando de pacientes desacreditados pelos médicos, 40% dos atendidos apresentam melhora.

“Temos pessoas que estão aqui há quatro anos”, diz.

A instituição atende pacientes de todas as idades visando dar uma maior qualidade de vida oferecendo cuidados como fisioterapia, alimentação programada por nutricionistas, entre outros.

Para Lucia, o projeto também pode ajudar a desafogar os hospitais da cidade.

“São pacientes sem prognóstico, que estão lá ocupando um leito de alguém que ainda pode receber tratamento”, diz.

A necessidade de energia

O hospital ainda não possui um gerador e por ter pacientes que dependem de aparelhos eletrônicos para sobreviver, como respiradores e aspiradores, cada queda de energia torna-se um drama para os profissionais que atuam no local.

Segundo o enfermeiro Thiago Henrique Barbosa de Oliveira, a última falta de luz aconteceu na sexta-feira (24) após um motorista embriagado bater e derrubar um poste de madeira na avenida Patriarca, próximo ao hospital.

“Não estava presente neste dia, mas tivemos que tentar transferências, uma das crianças convulsionou e não havia luz para que os profissionais conseguissem medicar a garota”, diz.

Oliveira ainda conta que quase 95% dos pacientes precisam de aspiração, no mínimo a cada duas horas e quando falta energia, o procedimento precisa ser feito mecanicamente, mas que para isso faltam funcionários.

“Cada vez que passo por essa situação, sinto como se estivesse preparado para uma guerra”, diz.

O hospital de retaguarda possui um cadastro de UTI domiciliar na Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), mas que mesmo assim passou por quatro quedas de energia de longa duração no mês de junho.

Segundo o gerente do poder público da CPFL em Ribeirão Preto, Luiz Carlos Valli, as interrupções no local aconteceram duas vezes devido a acidentes que prejudicaram a fiação e duas vezes devido a temporais que atingiram a cidade.

Valli explica que a entidade tem prioridade no atendimento da companhia.

“Se faltar luz em vários pontos da cidade, os hospitais, penitenciárias e centro sempre serão atendidos primeiro”, diz.

O gerente da CPFL ainda diz que a instituição está programada para participar de um programa de eficiência energética ainda este ano e por isso deve receber novas fiações, além de lâmpadas com baixo consumo de energia.

De acordo com a gerente administrativa do hospital, Lucia Lucindo Zucolotto, existe um projeto para que o hospital tenha um gerador, mas ainda não existe uma previsão de quando ele deve ser instalado.

Como ajudar

A renda do hospital é conseguida por funcionários que trabalham no telemarketing da instituição. Segundo a gerente administrativa do local, nas primeiras horas eles atuam buscando as necessidades da instituição no dia.

“É importante saber que o hospital está precisando naquele momento, às vezes são coisas simples como temperos, por exemplo”, afirma.

Além de doações financeiras, a instituição também aceita roupas que pode ser utilizadas no bazar para conseguir renda, além de alimentos e fraldas.

O hospital também aceita voluntários que podem atuar em diversas áreas.

“Temos voluntários que visitam a instituição semanalmente apenas para pegar uma criança no colo, dar carinho”, diz Lucia.

O Hospital de Retaguarda Francisco de Assis fica na Rua Luiz Záccaro, 53, no Solar da Boa Vista e o telefone é o (16) 2102-5757.
 

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