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Vila "fantasma" intriga viajantes que passam pela Rodovia Fernão Dias

Local perdeu movimento no ano 2000 após duplicação da rodovia

05/01/2012 - 16:15

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Em um trecho da Rodovia Fernão Dias, próximo a Campanha, no Sul de Minas, uma vila que foi muito movimentada entre as décadas de 1950 e 1970, chama a atenção de quem passa pela estrada. A Vila Campo Alegre, conhecida popularmente como "Batatinha", era administrada por uma família, mas hoje o lugar onde havia vários pontos comerciais como restaurante, hotel e até garagem de empresa de ônibus, é tomado pelo descaso e abandono.

As construções ficam no quilômetro 763 da Fernão Dias. Uma das poucas coisas que fucionam no local é um bar e a proprietária diz que quem passa por ali costuma ficar curioso. "Eles passam e perguntam o que é isso aqui. Se é uma cidade antiga, uma casa abandonada, fazem brincadeiras", diz Lenir Domingos.

A história do local que intriga viajantes começou com uma família que morava em uma fazenda próxima. Eles compraram o terreno e construiram uma casa. Logo foi aberto um restaurante. Como era época do início da construção da Rodovia Fernão Dias, os negócios prosperaram. A família cresceu, com filhos, netos, bisnetos e todo mundo começou a trabalhar ali. Fotos antigas mostram que a Vila do Campo Alegre era um lugar movimentado. O restaurante vivia cheio, havia hotel pra os viajantes e empresas de ônibus chegaram a abrir garagens no local.

Hoje, alguns cômodos estão em ruínas, cheios de mato e sujeira. Os vidros das portas foram quebrados e as partes pichadas. Um documento do Departamento Nacional de Estradas e Rodagens mostra que a vila chegou a ser ponto de parada de 90 linhas de ônibus. Tudo começou a acabar no ano 2000, quando a rodovia foi duplicada e outros comerciantes começaram a investir em negócios às margens da BR. "As empresas de ônibus pararam de vir pra cá. O movimento caiu, reduziu-se a zero e nós ficamos apenas com os carros de passeio. Agora temos que correr atrás de toda a família, pois cada um foi para um lado, para ver o que fazemos. Eu cresci aqui e é muito triste ver este local em ruína", diz Maria das Graças Lima, uma integrante da família que administrava a vila.

Depois que o movimento caiu, os comércios foram parando de funcionar e a família se mudou para a cidade, deixando as casas para trás. Até uma escola funcionava no ponto de parada mais importante da região.

A Prefeitura de Campanha informou que a Vigilância Sanitária vai notificar os responsáveis pelos imóveis para que vasilhames que possam acumular água sejam retirados do local. A prefeitura também informou que vai pedir aos proprietários que fechem todas as entradas da vila com tapumes.

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