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Chegada de indústria valoriza áreas da região sudeste de Araraquara

Terras de local antes visto como "ponto morto" têm valorização de 30% desde dezembro

05/09/2013 - 10:30

Araraquara.com

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O desenvolvimento que a indústria Randon vai levar à região Sudeste de Araraquara nos próximos anos já reflete sobre o valor da terra no local.

Área periférica da cidade e até então considerada ponto morto pelo mercado imobiliário já valorizou 30% desde dezembro, quando a empresa a anunciou a escolha do local para instalar fábrica de vagões ferroviários e implementos rodoviários canavieiros.

Em novembro, um sítio de três alqueires foi vendido por R$ 800 mil, ou R$ 11 o metro quadrado. A Tribuna apurou que a terra foi comprada por uma empresa do setor da construção civil, com sede em São Paulo.

Segundo a imobiliária Molina, que está em contato com produtores rurais da região para checar interesse de vendas, ninguém negocia neste momento, mas não seria possível comprar por menos de R$ 15 o metro quadrado de terra. “Os donos das áreas esperam por maior valorização”, informa.

O produtor rural Sérgio Gorgulho, 51 anos, nega. O sítio São Manuel tem três alqueires e meio e vai ficar praticamente no quintal da Randon. De um lado, a cerca divide a propriedade com canteiro de obras da Leão Construtora, do outro, ficará a indústria. “Moro aqui há 20 anos e não pretendo me mudar. Não vendo nem se oferecerem um bom dinheiro. Agora que vai ficar bom.”

Gorgulho se refere à pavimentação da avenida Doutor Seth Hur Cardoso, que passa em frente ao sítio e o anúncio que a região vai receber supermercado, farmácia, lojas, bares e até posto de combustível.

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Segundo o diretor da Chalu Imóveis Luiz Arnaldo Haddad, a terra circunvizinha à futura fábrica já valorizou 300%.

“Tenho um cliente que comprou a R$ 5 o metro quadrado há um ano. Hoje, tentamos negociar a R$ 20, mas não encontramos quem venda”, diz.

Segundo Haddad, corretores de imóveis e setores do comércio são os que têm procurado a Chalu para as negociações.

“Já houve uma supervalorização e acima disso vai ser especulativo. Na minha opinião, quem pensa em vender, agora é a hora”, afirma.

Renato Vellutto, 51, dono do Bar do Renato, também diz que não sai. “Moro aqui desde criança e vou aproveitar o progresso que vamos ter com a instalação da fábrica”, afirma.
Só o Bar do Renato e outro oferecem dose de diversão para quem mora na região.

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