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Médico veterinário é acusado de ser o chefe de uma quadrilha

Ao todo quatro pessoas estão sendo investigadas pela polícia

22/06/2011 - 13:52

Da redação

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Atualizada às 18h

A Polícia Civil de Pirassununga desvendou nesta quarta-feira (22) uma quadrilha de estelionatários que falsificava holerites, abria contas em bancos e passava cheques sem fundo em lojas de materiais de construção de pelo menos seis cidades da região Central do Estado de São Paulo. Chega a R$ 60 mil o valor das quatro toneladas de produtos comprados com os cheques. Até o momento, ninguém foi preso.

Os materiais iam para a construção de mansões dos próprios estelionatários ou eram repassados para outras pessoas. Ao todo quatro pessoas estão sendo investigadas.

A quadrilha também é acusada de falsificar documentos para o financiamento de carros. O suspeito de ser o chefe da quadrilha é um médico veterinário conhecido na cidade. Na clínica dele, foi encontrada parte do material. A polícia também apreendeu cartões, cheques, uma tv de 47 polegadas, uma pistola 380, documentos de um carro e da empresa aberta pela quadrilha, além de notas fiscais.

O bando passava cheques com valores altos, de até R$ 15 mil, para 30 dias, e apenas quando o cheque caía o dono da loja ficava sabendo que não tinha fundos e se tratava de um golpe. O comerciante Carlos Venturini foi um dos enganados. Ele vendeu 12 pneus de caminhão, mas os cheques voltaram. "Tive um prejuízo de R$ 7 mil", conta.

Outras oito vítimas serão ouvidas na próxima semana.

Pista

A investigação começou depois de um desentendimento entre os suspeitos. Um deles não teria recebido o pagamento prometido e tentou atropelar o chefe da quadrilha. Segundo o delegado da polícia Maurício Miranda de Queiroz, o trabalho nesse caso deve durar de três a quatro meses. "Vou pedir quebra de sigilo bancário, então o processo será um pouco demorado", justifica.
 

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