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Tragédias pessoais comovem e mobilizam moradores de Campinas em 2011

Greves e polêmica na área da habitação também tiveram repercussão este ano

29/12/2011 - 09:20

EPTV.com

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Não foi diferente dos outros anos em Campinas. O ano de 2011 foi marcado por estragos causados por chuvas e vendavais, acidentes e imprudência no trânsito que resultaram na morte de jovens. Casos de violência também chocaram a população campineira, que teve ainda que arcar com prejuízos por conta de greves e empreendimentos imobiliários embargados após serem aprovados de forma irregular.

A população, no entanto, foi às ruas para protestar. As redes sociais também foram usadas de forma intensa para divulgar e mobilizar os moradores, que cobraram autoridades em passeatas e manifestações. Milhares de pessoas também se uniram para orar e prestar as últimas homenagens ao arcebispo metropolitando de Campinas, Dom Bruno Gamberini, que faleceu em agosto.

Veja abaixo os principais fatos comoveram, mobilizaram e marcaram de Campinas em 2011:

Acidentes

Trânsito 1

Acidentes de trânsito causaram a morte de estudantes de Campinas e também transtornos para os motoristas de rodovias que cortam a região. Em março, uma aluna do 1º ano de Jornalismo da PUC-Campinas , de 19 anos, morreu em um acidente na BR-365, entre Uberlândia e Monte Alegre, em Minas Gerais. Ana Beatriz Bittar Gimenez (foto ao lado) estava com outros quatro jovens. Eles viajavam para a cidade mineira de Ituiutaba, onde iriam passar o Carnaval. O carro em que as vítimas estavam bateu de frente em uma carreta, durante uma ultrapassagem, rodando na pista e atingindo outro caminhão.
 
Trânsito 2

Na véspera do Carnaval, uma carreta carregada de combustível tombou no km 133 da Rodovia Dom Pedro, em Campinas. Houve vazamento de pelo menos seis mil litros de combustível na pista sentido Campinas-Jacareí, que ficou bloqueada por mais de cinco horas. O bloqueio provocou congestionamento de cerca de seis quilômetros, e causa reflexos em várias vias no entorno da Dom Pedro. 

Trânsito 3

Em um outro acidente na Rodovia Santos Dumont, em maio, três pessoas - dois adultos e um criança - da mesma família morreram em Campinas. Um dos carros que auxilou no resgate das vítimas também se acidentou, após deixar o local. O motorista de um Honda Civic, com placa de Indaiatuba, bateu em um caminhão e ficou preso entre as ferragens.

Trânsito 4

No mesmo mês, uma mulher perdeu o controle da direção de seu carro na Avenida Guilherme Campinas, bateu contra um poste e invadiu uma das pistas da Rodovia D. Pedro I. Com a batida, cinco postes caíram na avenida, atingindo outros quatro carros (veja na foto ao lado).

Ninguém ficou ferido, mas houve reflexos no trânsito.

Queda helicóptero

Entre os acidentes que mais marcaram 2011 foi a queda do helicóptero do empresário campineiro André Martins no litoral de São Paulo no fim de agosto. Ele e o casal Edson e Luciana Reis (fotos ao lado) morreram no acidente. A aeronave decolou no dia 30 de agosto do Aeroporto Campo dos Amarais, em Campinas, e deveria chegar duas horas depois no Guarujá.

Veja galeria de fotos das buscas

O destino final seria Angra dos Reis (RJ). Por três dias, equipes da Força Aérea Brasileira (FAB), da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros procuraram pelos corpos. Os corpos foram encontrados em buscas por terra.

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Explosão durante churrasco

Uma estudante de fisioterapia de 21 anos morreu após queimar 80% do corpo ao tentar acender uma churrasqueira em uma casa no Parque São Quirino, em Campinas, em novembro (o vídeo mostra o resgate da jovem).

Ela estava na casa do namorado, quando, ao jogar o álcool para acender o fogo, a garrafa com líquido explodiu e a deixou gravemente ferida.

Veja a galeria de fotos do resgate

A vítima ficou internada no Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e na ala de queimados da Santa Casa de Limeira, onde morreu 12 dias depois do acidente

Trânsito 5

Outro acidente de trânsito de repercussão em 2011 em Campinas foi o que matou um lutador de jiu-jítsu durante um racha no Taquaral em novembro. Kaio César Alves Muniz Ribeiro, de 23 anos, estava na calçada e foi atropelado por um Audi A3, dirigido pela empresária Adriane Aparecida Pereira Diniz Ignácio de Souza. Ela e o empresário Fabrício Narciso Rodrigues da Silva, que participava da corrida dirigindo um Camaro, segundo a Polícia Civil, ficaram presos por uma semana. Os empresários respondem por homicídio doloso duplamente qualificado e vão a júri popular ao final do processo. Eles podem ser condenados de 12 a 30 anos de prisão.

 

 

Crimes

No ano de 2011, a polícia e a imprensa acompanharam diversos crimes, apreensões de drogas e confusões que chocaram e também mobilizaram os moradores de Campinas. Em fevereiro, a arquiteta Thaís Tokumoto, de 25 anos (foto ao lado), morreu durante uma tentativa de assalto no distrito de Barão Geraldo. Ela foi cercada por dois homens próximo à casa dela. Um policial militar a paisana reagiu e houve troca de tiros. A bala que atingiu a nuca da arquiteta partiu da pistola semi-automática 380, portada pelo PM, segundo o resultado do laudo de balística. O policial foi ouvido, mas até o momento, ninguém foi preso.

Já em março, se não bastasse o frio para intimidar o público, uma confusão encerrou prematuramente a passagem da última escola pelo sambódromo de Campinas no primeiro dia de desfiles do Carnaval 2011. Um artefato explosivo foi lançado da arquibancada durante o desfile da Unidos do Paranapanema, encerrando a apresentação. Ninguém se feriu com a explosão. A escola cantava um samba-enredo em homenagem aos 100 anos do Guarani Futebol Clube, e o material teria sido jogado na avenida por um torcedor de uma equipe rival. Houve confusão entre integrantes da escola e pessoas que estavam na arquibancada. A Guarda Municipal interviu usando cassetetes e gás de pimenta, isolando o local.

Veja mais fotos da confusão

 

Outra confusão envolveu um delegado de polícia em abril. O delegado Hamilton Caviolla atirou em um homem quando uma mulher gritou pedindo socorro dizendo que estava sendo assaltada. O policial decidiu, então, ajudar a mulher, atirando duas vezes em um muro ao lado como sinal de alerta. Um dos tiros acertou  Jean Carlo Pradal na perna. Só depois dessa situação é que o delegado descobriu que se tratava de uma briga de casal e que o homem baleado era marido da mulher que pediu ajuda. Um vizinho disse à EPTV que ouviu a confusão e que a mulher teria gritado "pega ladrão".

Um fato curioso também chamou a atenção dos policiais da cidade em maio. Porções de cocaína e maconha que traziam desenhos do rosto do terrorista Osama Bin Laden, morto no dia 2 de maio no Paquistão, foram apreendidas pela Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Campinas. A droga estava em uma casa no bairro Vila Rica. De acordo com a polícia, a etiqueta era usada para identificar o bairro de origem da droga.

Já em junho, outro crime que chocou os moradores da cidade foi o assassinato de uma secretária de 34 anos. Elaine Cristina dos Santos Souza foi morta após ser estrangulada com um cadarço de tênis pelo marido dentro de casa em Hortolândia e o corpo foi encontrado horas depois no porta-malas do carro do casal às margens da Rodovia Dom Pedro I, em Campinas. O marido, o vigilante Marco Antonio de Souza, confessou o crime à polícia após uma série de contradições, segundo o delegado Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Rui Pegolo. Ele foi preso em flagrante por homicídio triplamente qualificado, porque também ocultou o corpo da vítima e mentiu para a polícia.

Entre os assuntos relacionados a casos policiais está ainda a apreensão de uma tonelada de maconha em um caminhão-baú estacionado no Jardim São José, em Campinas, no dia 3 de junho. A droga estava embalada em tabletes e escondida no fundo falso do veículo. Cães farejadores da Polícia Militar ajudaram a encontrar o entorpecente, que foi apreendido pela Polícia Federal de São Paulo. Ninguém foi preso.

O mês de julho também foi marcado pela mobilização de estudantes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e moradores do distrito de Barão Geraldo em relação ao casos de estupros no distrito. Mensagens foram enviadas para a EPTV dizendo que uma onda de estupros assustava quem residia na região. Um muro foi pichado na Avenida Atílio Martini, próximo ao 7º Distrito Policial, com a frase “Você pode ser a próxima estuprada”. Semanas depois, cerca de 500 pessoas bloquearam as principais vias de acesso à Unicamp para protestar contra os crimes. Segundo os organizadores do movimento, a proposta foi cobrar soluções das autoridades contra a violência sexual e pedir mais segurança no local.

Veja galeria de fotos do protesto

 

Outro fato que chamou atenção dos moradores foi o uso de um produto usado por um estacionamento para repelir pombas do telhado do local. O material colava as aves na cobertura e fazia com que os animais morressem de fome, já que não conseguiam sair do lugar. A proprietária de um estacionamento no bairro Guanabara apresentou a embalagem do produto à Delegacia de Proteção Animal de Campinas e foi aberto um inquérito para investigar o caso.

Em setembro, proprietários de importantes empresas de ônibus da região de Campinas que oferecem serviço de transporte fretado foram presos por promotores do Gaeco (Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado) e pela Polícia Civil de Campinas.

Eles foram acusados de participar de uma quadrilha ligada a irregularidades em contratos no transporte fretado, fraudes em licitações, cartel e crime contra a economia pública. A denúncia foi feita há dois anos e partiu de um empresário que buscava participar da concorrência do transporte fretado circular interno na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e que teria sido ameaçada por outros empresários do setor.

No mesmo mês, um jovem de 22 anos foi preso em Campinas pela Polícia Federal suspeito de possuir e divulgar pela internet imagens de pornografia infantil há pelo menos um ano. Ele era procurado pelas polícias de três países e foi encontrado em um quarto alugado de uma casa, no bairro Campos Elíseos. Segundo os policiais, ele usava o codinome de “PRETEENRIO-que significa Pré-Adolescente Rio-”, para trocar informações com outros usuários da internet sobre pornografia infantil.

Já em outubro, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou em 2ª instância os dois ex-universitários de Campinas envolvidos no estupro de uma estudante do curso de Arquitetura da PUC-Campinas, em abril de 2005. A Justiça já havia determinado que eles cumprissem uma pena de sete anos e seis meses em regime de prisão semi-aberto por estuprar a jovem, que na época tinha 24 anos, durante uma festa estudantil, mas desde a condenação, Alan Meszards e Luciano de Oliveira respondiam ao crime em liberdade (na foto ao lado está a reprodução de uma imagem encontrada no computador de um dos estudantes). Um estudante de Jornalismo, que também era suspeito de participar do estupro, não foi condenado por falta de provas ainda em 1ª instância. A defesa dos jovens pode recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o recurso não tem poder suspensivo em relação à condenação, somente após a decisão final.

Nas últimas semanas de aula da PUC-Campinas, a agressão a um homem suspeito de tentar furtar um carro próximo à entrada principal do campus I da universidade causou polêmica entre alunos e a comunidade da região. Ao perceber a ação, um grupo de cerca de 30 pessoas correu atrás do homem e o espancou, só parando após a intervenção de outras pessoas. Com ferimentos nos braços, nas pernas, na barriga e principalmente no rosto, o suspeito foi encaminhado consciente ao pronto-socorro (foto ao lado).

Outra onda de crimes que veio à tona na área policial foi a morte de três moradores de rua no Centro de Campinas. Eles foram assassinados entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro. Três suspeitos foram levados para a delegacia, mas a Polícia Civil descartou a participação deles nos crimes.

O aumento do número ocorrências de furtos e roubos registrados no Aeroporto Internacional de Viracopos, que deve fechar o ano com movimento 7,6 milhões de passageiros de voos domésticos e internacionais em 2011, também foi colocado em discussão este ano. Entre os casos que chamaram mais atenção, três homens armados invadiram uma casa de câmbio no saguão de embarque no dia 10 de dezembro e roubaram R$ 60 mil em moedas estrangeiras. O impasse sobre a responsabilidade da segurança entre a polícia e a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) dentro do aeroporto deixou passageiros e comunidade que frequentam os terminais  com sensação de vulnerabilidade de risco.

Chuvas causam estragos

Temporais e vendavais causaram estragos em várias regiões da cidade em diferentes meses. Em janeiro, por exemplo, a cobertura de um dos corredores de estacionamento do Parque Dom Pedro Shopping desabou por conta de uma forte chuva. Pelo menos dez carros foram atingidos, mas ninguém se feriu. No mesmo mês, o Rio Atibaia transbordou e o bairro Recanto dos Dourados foi atingido. No Beco Mokarzel famílias também ficaram desabrigadas. De acordo com balanço divulgado pela prefeitura, dezenas de famílias precisaram deixar as casas.

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Em abril, uma chuva de granizo atingiu cidades da região e causou estragos. Internautas mandaram fotos e vídeos para o Você na EPTV registrando o gelo acumulado em estradas, telhados e jardins (assista no vídeo ao lado). 
 
Veja galeria de fotos da chuva de granizo na região de Campinas

Em junho, uma ventania também surpreendeu moradores da região de Campinas. Segundo o Climatempo, os ventos no Aeroporto Internacional de Viracopos atingiram a velocidade de 125 km/h. Foram registados destelhamentos, quedas de árvores e pontos de alagamentos.

Greves e protestos

O ano de 2011 também foi de polêmica em relação à situação dos vendedores informais em Campinas. Fiscais da Setec (Serviços Gerais de Campinas), autarquia responsável pelo uso do solo na cidade, decidiu retirar as barracas do camelódromo na área do Terminal Central. A atividade também foi alvo dos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que encaminharam em julho para a Promotoria da Cidadania um relatório sobre o camelódromo de Campinas que aponta irregularidades no camelódromo, entre elas a venda de produtos piratas e sem nota fiscal. Os promotores alegavam que o espaço público estava sendo utilizado de forma criminosa há anos, sem que o poder público tome qualquer tipo de providência. Os camelôs protestaram diversas vezes na região central, mas a prefeitura manteve a decisão e realizou mutirão de regularização dos vendedores informais. A área para onde eles serão levados ainda não foi definida.

Uma greve dos funcionários dos Correios resultou no atraso de 35 milhões de entregas em Campinas e região entre setembro e outubro. A paralisação durou um mês e terminou depois que os grevistas acataram a decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho). A categoria reivindicava aumento salarial, vale-refeição e reposição da inflação. Outra greve longa de servidores foi a dos funcionários da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), que começou no dia 19 de outubro e durou 49 dias. Os trabalhadores pediam isonomia de salários em relação aos funcionários da USP (Universidade de São Paulo) e da Unesp (Universidade Estadual Paulista), mas a paralisação foi suspensa sem acordo com a reitoria. Com a greve, as atividades de ensino nos institutos de Artes, Pedagogia, História e Ciências Sociais foram afetadas, assim como alguns serviços de ambulatório, consultas e cirurgias no Hospital de Clínicas (HC).

Fraudes

Uma sindicância interna aberta pelo Instituto de Química da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) apontou que houve irregularidade na produção de artigos científicos de um pesquisador e docente da instituição. A investigação foi aberta em março para apurar acusações de fraudes em 11 estudos do professor titular de química Claudio Airoldi. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Airoldi teria inventado dados em artigos científicos. Ele é bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Onze trabalhos do pesquisador foram invalidados pelas revistas científicas onde foram publicados, segundo reportagem do jornal. A comissão de sindicância recomendou a abertura de processo administrativo disciplinar contra o docente da universidade. O relatório também será encaminhado à reitoria da UFMT, já que houve a participação do professor Denis Guerra, docente daquela instituição, na produção dos artigos. O processo administrativo que dever ser aberto pela Unicamp vai definir se Claudio Airoldi será ou não punido. Em caso de punição, a pena pode variar entre advertência, suspensão ou demissão.

Polêmica na área de habitação

Centenas de compradores de apartamentos na planta em Campinas tiveram prejuízos com o embargo de vários empreendimentos imobiliários este ano. Condomínios da MRV, Goldfarb e Sol Panamby foram embargados por irregularidades na etapa de liberação das obras, a maior parte deles no bairro Parque Jambeiro. Entre os problemas encontrados pela Secretaria de Urbanismo estão ausência de projeto de obras de drenagem e galerias de águas pluviais. Algumas construtoras já assinaram Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com a prefeitura, com intermédio do Ministério Público, com o comprometimento de investir em infraestrutura como contrapartida para a liberação dos empreendimentos.

Outro item polêmico foi a notificação de 200 moradores do condomínio erguido sobre o solo contaminado do Parque Primavera, no bairro Mansões Santo Antônio. Em outubro, a prefeitura informou sobre o risco de contaminação, mas a decisão de deixar a torre ficou por conta dos moradores.

A única torre habitada por interditada após o vencimento do prazo dado à Concima, construtora responsável pela obra, para a retirada dos vapores tóxicos do subsolo. As 52 famílias receberam uma carta comunicando o risco a que estão expostos, mas ninguém foi removido à força.

O nível de contaminação detectado fez com que a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) indicasse a retirada das famílias por riscos à saúde dos moradores e trabalhadores do prédio. Os vapores podem provocar câncer, por causa do cloreto de vinila, que é comprovadamente cancerígeno. A Concima ergueu o condomínio em uma área onde funcionava uma indústria de produtos químicos.

 

Despedida

Milhares de fiéis prestaram suas últimas homenagens ao arcebispo metropolitano de Campinas Dom Bruno Gamberini, que morreu no dia 28 de agosto, aos 61 anos, no Hospital Bandeirantes, em São Paulo, em decorrência de falência de múltiplos órgãos. A celebração de velório e sepultamento na Catedral Metropolitana reuniu ainda representantes da Igreja Católica durante dois dias. No dia 1º de setembro, o Colégio de Consultores da Arquidiocese de Campinas definiu que o monsenhor João Luiz Fávero seria o administrador arquediocesano da cidade até o Papa Bento XVI nomear um novo arcebispo metropolitano de Campinas (saiba mais sobre o monsenhor João Luiz Fávero aqui). Não há um prazo para esta nomeação.

Veja galeria de fotos do sepultamento do arcebispo

Veja galeria de fotos do velório do arcebispo

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