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28/09/2011 - 14:06
Servidores de Justiça Federal de Campinas programaram paralisações pontuais, das 15h às 17h, nesta quarta-feira (28). Os trabalhadores só irão aderir a greve, que atinge fóruns em todo estado, após o término da semana de reconciliação. Os servidores da cidade reivindicam que uma reposição salarial de cerca de 30% esteja prevista no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2012 (PLOA), o orçamento do Poder Judiciário determinado pela presidente Dilma Rousseff (PT).
O agente de segurança judiciária Marco Antônio Manete, organizador das paralisações em Campinas, revelou ao EPCampinas que os trabalhadores da cidade não seguirão o movimento grevista da capital por causa da semana de reconciliação. "Não queremos prejudicar quem não tem culpa. Nosso embate é contra o Executivo" disse Manete.
Segundo um dos diretores do Sindicato dos Servidores da Justiça Federal do Estado de São Paulo Cléber Borges Aguiar, a greve foi convocada a partir desta terça-feira (26), no entanto adesão e o tempo de paralisação dos trabalhadores é uma decisão de cada tribunal. Ele revelou que nesta quinta-feira (29) haverá uma assembleia estadual às 14h, em frente ao Tribunal Regional Federal da Avenida Paulista, em São Paulo, no qual será proposta a paralisação total por tempo indeterminado. Aguiar conta que a categoria está sem uma reposição salarial desde o ano de 2006.
Greves na região
O Sindicato dos Bancários de Campinas e Região informou nesta terça-feira (27) que 74 agências estão fechadas no primeiro dia da greve da categoria em todo o país. Eles reivindicam 12,8% de reajuste. Ainda segundo os sindicalistas, 2,4 mil bancários estão parados. Os municípios atingidos são Americana, Artur Nogueira, Cosmópolis, Paulínia e Campinas. O movimento atinge principalmente o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que considera a greve “fora de propósito”.
De acordo com o diretor de relações do trabalho da Febraban, Magnus Apostólico, os sindicatos marcaram a greve precipitadamente em meio às negociações. "Na última sexta-feira pedimos a eles que marcassem outra reunião e eles resolveram ir para a greve. A negociação está completamente aberta", afirmou. Apostólico acredita que a paralisação foi premeditada. "Parece que o objetivo é greve e não negociação. Nem contraproposta foi apresentada. Se eu me sento à mesa para negociar e do outro lado tem um paredão de tênis que tudo que eu mando ele diz não e também não propõe nada, não há como negociar", explicou.
Os carteiros da região de Campinas estão em greve há mais de uma semana. A categoria reivindicava inicialmente um piso salarial de R$ 1,635 mil - contra o atual de R$ 807 -, aumento real de R$ 400 e melhores condições de trabalho, e também se manifestar contra pontos da Medida Provisória 532, que muda a estrutura dos Correios. Na semana passada os servidores dos Correios aprovaram na uma contraproposta com as reinvidicações à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Entre as mudanças da nova proposta, está a redução de R$ 400 para R$ 200 o aumento linear, e de R$ 30 para R$ 28 o valor do vale-alimentação.
A proposta da empresa é de reposição da inflação de 6,87% mais R$ 50 de aumento linear a partir de janeiro para todos os trabalhadores, o que, somado, representaria reajuste de 13% para 60% dos trabalhadores. Com a adesão dos trabalhadores à greve, contudo, os Correios interromperam as negociações, mas estão abertos a analisar uma contraproposta , segundo informações da assessoria de imprensa.