Os sismógrafos , que são aparelhos que medem os tremores de terra, registraram reflexos do terremoto do Japão em Campinas. O aparelho foi desenvolvido pelo professor e geólogo Rogério Marcon da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), mostra um gráfico com uma variação intensa com o tremor após as 3h20 da manhã, horário de Brasília.
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“O terremoto gerou essas ondas, que são quatro tipos diferentes de ondas e as primeiras a chegarem foram que atravessaram diretamente o planeta, as ondas P de pressão, que a gente chama, chegaram primeiro, até quatro ou cinco horas depois continuaram chegando às ondas desse evento de 8,9, que são as ondas de superfície que se propagaram e às vezes elas dão várias voltas no planeta e são registradas pelo mesmo sismógrafo várias vezes”, disse o professor.
O aparelho é caseiro, está instalado no quintal da casa do pesquisador no bairro Guará, distrito de Barão Geraldo, e registrou outros terremotos como o do Chile e do Haiti. A sensibilidade do aparato registra os passos de uma pessoa caminhando por perto.
Segundo o professor, o registro identificado pelo aparelho significa que neste ponto ocorreu um pequeno tremor de terra de magnitude baixa que é impossível perceber sem a ajuda de um parelho, o que foi registrado foi um reflexo do terremoto que ocorreu no Japão. “Com essa magnitude que foi registrada lá [Japão] aqui ele chega bastante atenuado e não há nenhuma consequência maior, mesmos os tsunamis (onda gigante com potencial destrutivo) que estão ocorrendo um bloqueio dos continentes e não é possível essas ondas chegarem na costa brasileira”, afirma.