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Justiça determina reabertura das investigações do caso Toninho

Processo foi encaminhado à Seccional nesta 6ª; PF pode assumir o caso

19/11/2010 - 18:50

EPTV

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Atualizada às 8h, de sábado (20)

A Justiça de Campinas determinou que a Polícia Civil reabra as investigações sobre a morte do prefeito Antonio da Costa Santos, o Toninho, ocorrida em 10 de setembro de 2001. O processo para a reabertura foi encaminhado nesta sexta-feira (19) pelo juiz da 1ª Vara do Juri, José Henrique Torres, para a Delegacia Seccional de Campinas. O pedido para que a Polícia Federal assuma as investigações é analisado pela Procuradoria Geral da República, em Brasília.

O caso estava parado desde 2008, quando a Justiça concluiu que não havia indícios suficientes de que Wanderson Nilton de Paula Lima, conhecido como Andinho, seria o responsável pela morte de Toninho. O Ministério Público, que apresentou a denúncia, recorreu da decisão. Três desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), José Amado de Faria Sousa, Alberto Mariz de Oliveira e Luiz Pantaleão, mantiveram a decisão por acreditar que os elementos para sustentar a denúncia eram insuficientes.

O processo voltou para o Fórum de Campinas em julho e só foi encaminhado para Delegacia Seccional nesta sexta. As investigações devem começar na próxima segunda-feira (22).

Atuação da Polícia Federal no caso

Depois de cinco anos de trabalho e coleta de 53 mil assinaturas obtidas pelo movimento Quem Matou Toninho?, em fevereiro de 2008, o então Ministro da Justiça, Tarso Genro, pediu à Polícia Federal a abertura do inquérito policial para investigar a morte do prefeito. Até agora, não foi dado o parecer pela Procuradoria Geral da República sobre o pedido. No dia 10 de setembro do ano passado, a esposa de Toninho, Roseana Garcia, entrou com um pedido de audiência com o Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos, para acompanhamento do andamento do processo (Confira a íntegra do documento aqui).

“Queremos a participação de um grupo da PF sem ligação e/ou relação com a cidade de Campinas. Estamos com a esperança de que a Procuradoria Geral vai dar um parecer favorável à abertura do inquérito, mas a demora tem sido muito acima do esperado”, explica o coordenador do movimento Quem Matou Toninho?, William Ceschi. "Acredito que a única forma de colocar pessoas novas no caso é a entrada dos policiais federais nas investigações", completa a filha de Toninho, Marina Garcia Costa Santos.

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Prefeito voltava para casa quando foi morto - veja vídeos

O prefeito foi assassinado na noite do dia 10 de setembro de 2001, por volta das 22h, na Avenida Mackenzie, na Vila Brandina. Toninho foi alvo de um tiro que atingiu primeiramente o braço, depois o pulmão e em seguida a artéria aorta. Após o crime, o carro do prefeito se desgovernou, bateu em uma cerca, em um poste e parou em um terreno baldio.

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Antes de ser morto, Toninho foi à academia de ginástica do irmão, no centro da cidade, e em seguida foi ao Shopping Iguatemi para buscar ternos e camisas que teria comprado e estavam em uma loja para ajustes. As roupas foram encontradas dentro do veículo, com uma mochila manchada de sangue e a carteira com documentos e dinheiro. O prefeito voltava para casa, no distrito de Sousas.

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