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Depois de quase dois anos de espera, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) abriu no fim do ano passado 1.875 vagas para os cargos de perito médico previdenciário e técnico do seguro social. As vagas são para as agências da previdência social em todo país. O que atrai muita gente para este concurso são os salários acima da média do mercado, principalmente para os técnicos. Quem tem nível médio recebe R$ 4.496,89 por mês. Já no caso dos médicos, o salário é de R$ 9.070,93.
De olho nesses atrativos, muita gente está dedicando a maior parte do tempo livre nos estudos. A assistente comercial Priscila Oliveira sempre sonhou em ter um cargo no INSS. Para chegar lá, ela precisa conciliar trabalho e estudo. Das 8h às 17h, ela trabalha e depois vai para o cursinho de concursos. O colega de turma dela, o consultor de vendas Evanilson Lemos Júnior, estuda para o concurso da Previdência Social há um ano. Depois do trabalho e das aulas, ele ainda revisa as disciplinas estudadas antes de dormir. A rotina é 'puxada', mas Evanilson Jr. garante que o esforço vale a pena. "A dor é passageira, mas o cargo é para sempre", afirma o consultor de vendas.
As provas começam no dia 12 de fevereiro.
Disciplinas
Para os técnicos, as disciplinas cobradas são português, direito constitucional (apenas noções), direito administrativo (Regime Jurídico Único fica incluído aí), informática, raciocínio lógico (com alguns pontos de matemática) e ética, como conhecimentos gerais. O direito previdenciário e a legislação correlata fazem parte dos conhecimentos específicos. Exceto a parte específica, todas as outras matérias costumam ser cobradas em outros concursos e isso deve ser uma motivação a mais para os candidatos: o objetivo atual é o concurso para o INSS, mas o investimento poderá ser aproveitado também em oportunidades futuras.
É preciso priorizar os conteúdos nos quais o candidato tem menos conhecimento e ficar atento às disciplinas que terão mais importância na prova. No caso do INSS, serão cobradas mais questões na parte dos conhecimentos específicos e, por isso, pode ser mais produtivo escolher o melhor horário do dia para o estudo dessas matérias. No mínimo, o candidato precisará acertar 30% das questões referentes aos conhecimentos gerais (serão 20 questões para os técnicos e 30 para os médicos), 30% dos conhecimentos específicos (40 para os técnicos e 50 para os médicos) e 40% do total das provas. Quem não conseguir será eliminado do concurso.
A resolução de provas anteriores da banca examinadora Fundação Carlos Chagas é muito importante e não será difícil encontrar questões de outros concursos, em especial das disciplinas comuns. Atenção apenas aos itens cobrados no edital, para não perder tempo com questões que não fazem parte do que será cobrado nesse concurso.
Quanto ao direito previdenciário, é preciso cuidado com gabaritos antigos, uma vez que a legislação pode ter modificações que venham a alterar as respostas. O site da FCC disponibiliza provas de concursos anteriores e há também sites gratuitos e pagos, especializados no assunto.
Preparação
O primeiro passo para quem quer prestar este concurso é ler com muita atenção o edital, onde estão todas as regras, requisitos, salário, o que vai cair na prova e tudo o mais que importa para quem pretende concorrer a uma das vagas. Conhecer o edital evita frustrações e sobressaltos desnecessários no decorrer do concurso.
Muita gente pergunta se dá tempo para se preparar, como fazer, quantas horas por dia o candidato deverá estudar. Ler a teoria, fazer exercícios sobre os assuntos estudados, organizar os pontos principais em fichas simples -servem para fixar e para as revisões finais- e fazer provas anteriores da banca FCC, seriam os passos para uma boa preparação. Para quem começou os estudos somente após a publicação do edital, será preciso encurtar o caminho, e uma boa idéia pode ser partir das provas anteriores para a teoria, priorizando o que costuma ser mais cobrado.
Se o tempo será suficiente, não há como garantir. Mas caso o candidato não seja aprovado nesse concurso, terá avançado significativamente em diversas matérias que são cobradas em outros concursos. Desta forma, mesmo uma eventual reprovação trará ganhos. Por exemplo, estão sendo aguardados concursos para a Caixa Econômica Federal e para o Banco do Brasil. Em ambos são cobrados português, raciocínio lógico e informática. Os concursos para tribunais sempre cobram português, direito constitucional, direito administrativo, informática e, não raro, raciocínio lógico. O mesmo acontece em outras áreas de concursos de nível médio.
A recomendação é aproveitar da melhor forma as semanas que restam para aumentar as chances de aprovação, mas com a consciência de que, caso não seja possível dessa vez, haverá novas oportunidades. Quando se inicia um projeto, é natural que a pessoa se sinta em desvantagem com relação a quem já começou há mais tempo. Mas o concurso para o INSS tem a vantagem de oferecer muitas vagas, e ainda existe a possibilidade real de que chamem aprovados do cadastro de reserva, em razão da necessidade de funcionários.
Material didático
Quem ainda não encontrou material didático adequado pode pesquisar na internet. Há oferta de materiais de todo tipo (online, em CD, cursos completos). O ideal é adquirir de cursos grandes e reconhecidos, em função da maior garantia de qualidade. Os cursos presenciais também costumam indicar fontes de estudo confiáveis. Lembramos que os melhores materiais de estudo para concurso são aqueles voltados especificamente para concursos, por usarem uma abordagem mais clara e objetiva dos assuntos, o que facilita a compreensão.
Assim, os livros de faculdade, por exemplo, não são os mais indicados. No caso do direito previdenciário, é preciso cuidado para que o material esteja atualizado, porque é uma legislação que sofre alterações com frequência. As redes sociais podem ser úteis também, porque há grupos específicos para o concurso do INSS, com boa troca de informações e de materiais.
Com informações do G1