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22/11/2011 - 16:57
O motorista Alaor do Carmo de Oliveira Júnior, de 50 anos, que era morador de Araraquara, foi considerado inocente pela Justiça da Califórnia, nos Estados Unidos. Ele foi preso em 2005 e condenado à prisão perpétua em 2009 sob a acusação de sequestrar dois brasileiros naquele país, mas conseguiu ser absolvido da pena em 2010 após um pedido de apelação. Apesar disso, a Justiça decidiu anular o julgamento e o manteve preso.
Oliveira (foto abaixo) foi detido junto com o amigo Reynaldo Eid Júnior, de Novo Horizonte, que também foi considerado inocente pela corte em Los Angeles. A sentença com as considerações dos jurados foi dada na tarde de segunda-feira (21) depois de vinte dias de julgamento no condado de Orange, na Califórnia, nos Estados Unidos.

De acordo com o cônsul Alfredo Henrique de Robert d’Escragnolle, que acompanha o processo para o Consulado Geral do Brasil, em Los Angeles, apesar de ter a inocência confirmada em relação ao crime de sequestro, que acarretaria em pena de prisão perpétua, os jurados consideraram culpados de duas outras acusações ligadas a crimes mais simples com a pena máxima inferior ao tempo que eles ficaram na prisão.
A esposa de Oliveira, Mary Aparecida de Souza Oliveira, que mora em Borborema, recebeu a informação na madrugada de terça-feira (22). “Liguei para os nossos filhos ainda durante a madrugada. A família acreditava na inocência e estamos muito felizes. Resta saber quando ele volta”, afirmou Mary.
Retorno ao Brasil
Escragnolle explicou que os brasileiros vão passar pelo processo de imigração dos Estados Unidos que dura de 30 a 45 dias. No entanto, o Cônsul espera que eles estejam no Brasil o mais rápido possível. “Nessa época é muito complicado, pois muitas pessoas saem do país. Mas espero que eles possam passar o Natal em casa”, revela.
O caso
Os dois brasileiros foram detidos após acusação de sequestro de uma brasileira, de 24 anos, e seu filho, de 5 anos. Segundo a acusação, o marido da suposta vítima - que estava ilegal nos Estados Unidos - pagou US$ 14 mil para que Oliveira e Eid levassem a mulher e a criança do México até a casa da família, na Flórida.
No entanto, ela afirmou que os brasileiros teriam pedido mais US$ 14 mil e disseram que ela trabalharia em Nova York até pagar a sua dívida caso o resgate não fosse pago. O marido dela pediu ajuda a um amigo, que chamou a polícia.
Os policiais localizaram os sequestradores e fizeram a prisão quando eles tentavam fugir com as vítimas, segundo a acusação. Após o julgamento em 2009, Oliveira e Eid foram condenados à prisão perpétua, mas apelaram e foram absolvidos em agosto de 2010. No entanto, desde então, os dois permanecem atrás das grades devido a erros judiciais.